Com foco na qualidade da semente desde o campo, a Agrária Sementes, juntamente com a FAPA e os departamentos de Qualidade Assegurada e Laboratório, promoveram um treinamento para multiplicadores de sementes. O evento aconteceu nos dias 27 e 28 de janeiro e reuniu 85 participantes entre cooperados e seus colaboradores que atuam na atividade da colheita de sementes. As atividades teóricas e práticas do treinamento abordaram formas de reduzir danos mecânicos no procedimento de colheita das sementes, melhorar o índice de aprovação das cargas e fortalecer a compreensão de todo processo de produção.
Na abertura do evento, o coordenador industrial da Agrária Sementes, Maxciel Gattelli, apresentou informações sobre a safra e contextualizou os principais pontos de atenção observados nas cargas recebidas pela unidade de negócios. Na sequência, o engenheiro agrônomo e professor doutor Flávio Gurgacz, da Unioeste, detalhou onde podem ocorrer danos mecânicos dentro da colhedora, explicando o funcionamento dos sistemas internos, pontos de impacto e formas de regulagem. A parte prática incluiu demonstrações em colhedoras, com apresentação de componentes, ajustes e procedimentos de limpeza ao longo do fluxo da máquina.
Para o cooperado Marcelo Edling, que atua há 4 anos com a multiplicação de sementes, treinamentos como esse fortalecem a relação do produtor com os departamentos da Agrária e contribuem para ampliar a visão de quem trabalha na atividade. "O primeiro pensamento que a gente tem que ter é que nós como cooperados multiplicadores de sementes precisamos pensar como multiplicador de sementes. Quem produz grão tem um foco, mas quem multiplica sementes precisa ter outro pensamento, principalmente voltado à qualidade,” afirmou.
De acordo com Cláudia Emanuele Grolli, trainee da Agrária Sementes, o treinamento fortalece o cuidado no campo e impacta diretamente nos resultados. “O objetivo é garantir o melhor cuidado da semente, gerando menos dano mecânico e maior aprovação das cargas. Produtores e operadores mais treinados entendem melhor o processo e sabem onde podem ter mais atenção na colheita. Isso resulta em sementes de melhor qualidade, maior retorno em bonificação para o cooperado e mais sementes com potencial para formar novos campos na próxima safra,” destacou.